Páginas

22 de janeiro de 2014

...as mãos do meu pai...


Por vezes, cá em casa,  olho em volta e descubro que o meu pai está presente mesmo estando sempre ausente deste lar que ele nunca conheceu.
No bengaleiro do hall de entrada guardo um dos seus chapéus de inverno, esta era uma das marcas distintivas do meu pai: nunca deixou de sair à rua sem chapéu ainda que os outros o não fizessem. E como era um homem alto, despertava a atenção; contudo quando penso nele lembro-me sempre das suas mãos grandes e esbeltas. Por vezes em criança, ficava fascinada a olhar o trajeto delas no ar, sim que o meu pai também falava com as mãos!
 


2 comentários:

amora disse...

objetos que marcam :)

Isilda disse...

...e pessoas:-)
Beijinho!!!